Oito anos da maior tragédia rodoviária de SC, que deixou 51 mortos

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Oito anos da maior tragédia rodoviária de SC, que deixou 51 mortos

Dia 14 de março será sempre lembrado com tristeza por 51 famílias de União da Vitória e Porto União que perderam entes queridos no acidente ocorrido no ano de 2015 na Serra Dona Francisca.

O ônibus de turismo da empresa Costa & Mar seguia para um evento religioso em Guaratuba, quando o motorista teria perdido o controle do veículo em uma curva no km 89 da SC-418 e caído na ribanceira. De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o grupo saiu de União da Vitória com dois ônibus menores. Porém, no caminho, um dos veículos apresentou problemas mecânicos. Como não foi possível solucionar, um ônibus maior foi chamado e juntou os passageiros dos dois veículos.

Quando passavam pela curva, no fim da tarde daquele 14 de março, o veículo caiu em uma ribanceira, passou sobre o guardrail e parou cerca de 100 metros abaixo da rodovia, após o veículo passar por uma curva.

O relógio marcava pouco mais de 17h quando 51 das 59 pessoas que estavam no ônibus viveram seus últimos instantes, e instantes de pânico. As oito curvas foram os últimos quilômetros percorridos pelas 51 pessoas e, para as oito sobreviventes e os inúmeros familiares, essa rodovia nunca mais foi a mesma. Para Zenilda Aparecida Correa que perdeu seus cunhados e sobrinhos no acidente, o sentimento mesmo depois de tantos anos, ainda é forte, “Sentimento, ficou a saudade, nossa vida nunca mais foi igual, perdemos um casal que era minha cunhada e o marido a Marize e Conrado e os filhos deles, um de 6 aninhos e uma de 4 anos. Muito triste meu Deus!”, desabafa Zenilda.

O ônibus, que estava a 90 km/h em um trecho onde a velocidade permitida é de 30 km/h, não conseguiu fazer a penúltima curva da serra, saiu da pista, despencou, ganhou mais 30 km/h na queda e atingiu 120 km/h no momento do impacto.

Oito anos depois, as famílias que foram despedaçadas, seja porque perderam um ou mais familiares seja porque sobreviveram à tragédia, não tiveram amparo ou auxílio. “Sobre indenização só recebemos o Dpvat, ouvi algumas reportagens que o prefeito de Joinville iria indenizar, mas não fez nada”, explica Zenilda.

As respostas até foram dadas em inquérito policial que responsabilizou o motorista pelo acidente e pelas 51 mortes. Mas Cérgio Costa, o motorista, estava entre as vítimas fatais.

De acordo com a relatório final da investigação, conduzida à época pelo delegado Brasil Guarani Mendonça Ferreira dos Santos, a tragédia ocorreu devido ao superaquecimento dos freios e uma soma de fatores teria provocado o acidente: desgaste físico, pressão psicológica, ingestão de pequena quantidade de álcool e não utilização de todos os mecanismos para redução de velocidade.

Para a Polícia Civil, o motorista agiu com imprudência e negligência ao não acionar os mecanismos. Sem problemas mecânicos, o ônibus não conseguiu fazer a curva porque teve o superaquecimento dos freios devido ao não acionamento do freio motor. Além disso, os laudos apontaram a neutralidade das marchas, o que pode indicar que o ônibus descia a serra sem nenhuma marcha engrenada, colaborando para o ganho de velocidade.

Fonte: com informações da ndmais