Após ser curada, Patrícia retoma a vida e conhece trabalho dos Bombeiros

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Após ser curada, Patrícia retoma a vida e conhece trabalho dos Bombeiros

A 3ª Companhia de Bombeiros de Porto União abriu suas portas na tarde de quinta-feira, 17, para receber a pequena Patrícia Kavilhuka Sarmento, de 10 anos de idade. Ela foi convidada para conhecer de perto e sentir um pouco na pele, o que é ser um Bombeiro.

No início deste ano, Patrícia, a aluna do 4º ano, da Escola São Bernardo do Campo, em Porto União, foi diagnosticada com uma doença grave: Linfoma de Hodgkin. Ao ser descoberto, o estágio da doença já estava muito avançado, o que lhe dava poucas chances de vida. Depois de um intenso e rápido tratamento em Joinville, por oito meses, ela recebeu a cura, com a tão sonhada notícia da alta médica e já retomou sua vida normal. “Agora ela faz apenas exames de rotina, conforme orientação, mas realmente foi um milagre”, explica a mãe Gesiane Kavilhuka, que acompanhou a visita no quartel e coloca sempre a gratidão a Deus em primeiro lugar na luta diária enfrentada por toda a família.

O comandante da Companhia, Capitão BM Marcos Colla, acompanhou alguns momentos da visita e deixou nas mãos do Sargento Clodoaldo Santos, do Sgto Cechin, do Cabo Eckl, do BC Paulo, do BC Camargo e do BC André a orientação técnica do encontro. Eles apresentaram a ela um pouco sobre o dia a dia dos bombeiros, repassando ensinamentos de APH e técnicas de combate a incêndio. Patrícia também foi levada para uma “volta de aquecimento” no caminhão tanque com sirene ligada e finalizou a visita com o banho de mangueira, que simboliza o batizado de um bombeiro.

Em meio as explicações, que Patrícia fazia questão de detalhar, contou um pouco sobre as suas experiências, descrevendo alguns momentos que marcaram o seu tratamento. “Sempre me falaram para levar uma vida feliz, sempre sorrir, não ficar triste, porque isso ajudaria muito no meu tratamento”, dizia a jovem, que volta e meia arrancava algumas lágrimas de quem acompanhava a visita. “Passamos por momentos muito difíceis. Tive momentos que eu quase não consegui segurar e ser tão forte, como ela sempre foi em todo esse tempo”, explica a mãe.

Para o Sargento Santos, a visita de Patrícia simboliza muito o trabalho que eles fazem. “Todos os dias salvamos vidas, algumas vezes o resultado é positivo, em outras nem tanto. Por isso, ver tanta vida no rosto de uma menina, que tem sonhos e que lutou tanto para estar aqui, é certamente um presente para nós”, diz emocionado.

Patrícia foi apadrinhada pela 2ª Companhia de Polícia Militar de Porto União, ainda no início do tratamento, onde já esteve e fez algumas visitas. Ela tem em um dos seus sonhos ser militar e por meio da oportunidade de conhecer o trabalho dos militares, tanto de policiais como de bombeiros ela consegue visualizar um pouco da prática desses profissionais, que todos os dias se deparam com situações extremas da vida.