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Tudo começou a cerca de 45 dias atrás quando o Guto, um menino de 11 anos, morador do bairro Vice-King em Porto União teve sua primeira crise. A mãe, Ana Cristina Buck, conta que o menino estava no quarto, mexendo no computador e ela na sala, quando seu filho começou a gritar, “Fomos até ele e ele não conseguia ficar de pé, ia levantava e caía de novo. Começou a gritar falando que tava tendo muita tontura e começou a ter muito vômito,” relata a mãe.
Guto perdeu a estabilidade e não conseguia ficar de pé e os vômitos não cessavam. A mãe pegou o carro e foi direto ao pronto-socorro. Ana explica que na hora que o menino chegou os médicos acharam que ele estava tendo um AVC, “O médico fez vários testes para ver se era um AVC ou não e foi descartado, não acusou nada e passou esses minutinhos ali da consulta o Guto ficou bem novamente, não teve mais nada” afirmou.
Duas semanas depois, no dia 29 de dezembro, ele teve esse mesmo episódio, foi levado novamente ao pronto-socorro e o médico, segundo a mãe, desconfiou que seria labirintite e o encaminhou a um otorrinolaringologista. “Depois desse episódio a gente viu que o Guto ficou diferente, ele começou a andar meio tortinho, não olhava a gente com os dois olhinhos, tinha que virar a cabecinha um pouco e olhava a gente só com um olho, mas o médico até então falou que seria da labirintite” explicou.
O médico pediu uma tomografia que foi feita particular e entregue ao otorrino. “Chegando lá o doutor viu que não era nada na audição dele e falou que tinha aparecido uma alteração na tomografia e que eu deveria procurar um neurologista” relatou. A mãe conseguiu agendar a consulta com o neurologista que já adiantou que mesmo ser saber exatamente o que era, era algo bem grave, “Ele falou que pelo que já tinha aparecido ali na tomografia era bem grave, que apareceu uma alteração e que eu precisava de uma ressonância com urgência para a gente saber bem certo o que era”, contou a mãe.
Quando a tomografia ficou pronta, no dia 27, Guto foi diagnosticado com tumor no tronco cerebral. “O tumor é bem grande e se encontra na área mais delicada do cérebro, bem ali na parte que controla o coração, o pulmão os movimentos sabe, no pior lugar” relata a mãe emocionada.
A família procurou outra especialista, uma neurocirurgiã pediátrica que ressaltou a gravidade do tumor, mas deu uma esperança, um tratamento realizado em um Hospital em São Paulo, o Santa Marcelina.
Mãe e filho estão nesta terça-feira, 07, a caminho de São Paulo para a consulta marcada para amanhã.
Não se sabe ainda exatamente qual será o valor do tratamento, porém o custo é alto, por este motivo a família e amigos estão mobilizados em campanhas para arrecadar recursos para o tratamento do menino.
O maior evento programado é o bingo que acontecerá no próximo dia 25, no Pavilhão da Paróquia São Pedro em Porto União, no valor de R$25,00 a cartela.
As cartelas estão à venda na sede da Polícia Militar de Porto União, Lojas Dalgallo, Calhas Cechim e na secretaria da Igreja. Também há números disponíveis de uma rifa, a fim de custear o tratamento do menino Gustavo.
Fonte: Portal da Cidade União da Vitória

